Safári no Kruger National Park


22 de junho de 2019
às 15:49

Continuando a série sobre a África do Sul, a nossa segunda aventura é fazer um safári no Kruger National Park! ✌

Kruger National Park

O Kruger National Park é um dos melhores parques do mundo para fazer um safári e também o mais conhecido da África do Sul.

Por isso, todo ano, milhões de turistas vão à reserva em busca dos famosos Big Five: leão, leopardo, rinoceronte, búfalo e elefante, sendo que o título foi dado a estes animais porque eram os mais difíceis de serem caçados na época em que isto era permitido. No entanto, atualmente, a caça de animais é proibida no Kruger National Park e o safári se tornou apenas fotográfico. Ufa! 😊📷💥

Dois quadros com o título de Sightings Board, em português, Quadro de Avistamentos. O primeiro quadro mostra onde leões, leopardos, rinocerontes, búfalos e elefantes foram vistos no dia anterior e o segundo mostra onde estes animais foram vistos no dia.
 
Quadro atualizado todo dia mostrando onde os Big Five foram vistos no dia e na véspera.

Como chegamos

Conforme não há vôos do Brasil diretamente para lá, a maioria dos brasileiros vai para Johanesburgo e segue para Nelspruit, a cidade mais próxima do Kruger National Park.

Como é possível chegar em Nelspruit por avião ou ônibus, priorizamos a alternativa de melhor custo-benefício e fizemos a viagem em um mini ônibus fretado. O trajeto demorou 3h30m e foi tudo super tranquilo com a empresa que contratamos, a Ashton Tours.

Em seguida, saltamos no aeroporto de Mpumalunga para buscar o carro que havíamos alugado e, de lá, fomos dirigindo em direção ao Paul Kruger Gate, nosso portão de entrada no parque.

Ana Paula Kasznar posa ao lado da placa do portão de entrada.
 
Entrada do Kruger National Park.

Hospedagem

Visto que o parque é gerenciado pela SAN Parks, tanto a hospedagem quanto as atividades podem ser marcadas pelo site da empresa. De fato, ele é super organizado e fácil de usar.

Por isso, para reservar hospedagem e marcar atividades, é muito simples: crie um usuário, escolha o camp (alojamento) onde quer ficar e as atividades que deseja fazer e pronto!

Atenção!

  • Lembre-se que é cobrada uma taxa de conservação diária de aproximadamente R$80,00 para adultos.

Como você tanto pode se hospedar fora do parque em private lodges lindos e maravilhosos, quanto ficar dentro da reserva, aqui vai a minha dica: super recomendo ficar dentro do parque porque além de mais aventuroso, é mais barato. 😍

No final, pegamos um cottage que, embora não tivesse muitas comodidades (não tinha wi-fi, a iluminação era fraca e não havia secador de cabelo, por exemplo), tinha camas confortáveis, um chuveiro bom e um ar-condicionado potente.

Então, existem 12 restcamps maiores no Kruger e ainda outros camps menores também. Cada um tem suas vantagens e desvantagens e por causa disso, aconselho pesquisar bastante no site da SAN Parks antes de decidir onde vai ficar.

Sem dúvida, o Kruger é enorme e daria para fazer uma viagem longa no parque sem se entediar, sendo que o mínimo recomendado para curtir são 3 dias. Nós ficamos 5 dias e 4 noites e acabamos saindo tristes porque queríamos ficar mais! 😢

Enfim, durante a nossa estadia, nos hospedamos em 2 camps: o Skukuza (3 noites) e o Crocodile Bridge (1 noite).

Acampamento Skukuza

Com certeza, o Skukuza é o camp mais urbanizado do Kruger National Park. Mesmo assim, eu tinha lido antes de ir que havia um shopping e restaurantes e estava imaginando um grande complexo no meio da selva africana. Contudo, foi puro engano!

Assim sendo, o camp tem apenas 2 restaurantes, um mais chique e outro de fast food. E o shopping? Que nada! É apenas uma loja grande que vende souvenirs e alguns poucos mantimentos.

Já que os restaurantes fecham cedo – às 19h – compramos tudo que era necessário para fazer sanduíches e lanchamos todas as noites durante a nossa estadia.

Além disso, o Skukuza também é famoso por localizar-se no encontro de 3 das 5 melhores vias para game viewing (visualização de animais) do parque e assim, oferece muitas opções de rotas diferentes.

Em meio às arvores, estão dois bungalows com telhado de palha do acampamento Skukuza no Kruger National Park.
 
Os bungalows do Skukuza.
Placa com aviso sobre a presença de babuínos nos acampamentos do Kruger National Park.
 
Aviso na porta dos bungalows avisando sobre os babuínos.

Acampamento Crocodile Bridge

Por sua vez, o Crocodile Bridge é um dos camps mais rústicos do Kruger e não tem nenhum restaurante, mas uma pequena loja de conveniência.

Se você não for muito fã de natureza e curtir muito conforto, eu não recomendaria este camp para você. Já se você topar esses programas mais “raiz”, vai amar esse camp!

Eu quis muito ficar aqui por ser um dos melhores lugares para ver felinos e não me arrependi! 😃

O que fazer no Kruger National Park?

Há 2 tipos de atividades principais oferecidas pelo parque: os Game Drives e os Wilderness Trails. Eles também oferecem pacotes de golf, spa e braai (típico churrasco sul-africano), mas as outras duas são beeem mais populares.

Afinal, se você está no Kruger National Park, é porque quer ver animais selvagens, certo? #bebrave 💪

Ana Paula Kasznar posa ao lado de um carro do safári no Kruger National Park.
 
O carro do parque onde é feito o safári.

Game Drives

Os Game Drives acontecem em 3 horários todos os dias: o Sunrise Drive, ao amanhecer; o Sunset Drive, ao anoitecer; e o Night Drive, à noite, sendo que o Sunrise e o Night são os melhores para ver animais. Isto porque acontecem quando eles estão com mais fome e se locomovem para ir caçar.

Fizemos os três passeios e, por mais que o número de animais no Sunset seja de fato reduzido, é maravilhoso ver o pôr-do-sol na savana africana. Por isso, recomendo todos sem pestanejar!

Leoa à noite no National Kruger Park.
 
Leoa encontrada no Sunrise Drive, antes de amanhecer.

Wilderness Trails

Já as Wilderness Trails são caminhadas ao ar livre dentro do Kruger e acontecem na parte da manhã (Morning Walk) e na parte da tarde (Afternoon Walk). O grupo de no máximo 8 pessoas é acompanhado por 2 rangers (guias de safári) bem armados, para o caso de encontrar um predador com fome.

Nós fizemos o da manhã e foi incrível! Vimos zebras, antílopes e cachorros selvagens de perto e aprendemos muito, pois os guias param sempre que vêem algo interessante para nos mostrar, explicar e ensinar.

Certamente a sensação de caminhar no meio de um ambiente selvagem, sabendo que a qualquer momento você pode dar de cara com um leão, é sensacional! Claro que eles escolhem lugares onde grandes predadores são raramente encontrados e nós não demos a sorte de encontrá-los (ou seria azar? 😅), mas nossos guias contaram que já haviam lutado contra leões e rinocerontes em outros tours.

Ana Paula Kasznar posa para foto com zebras no fundo e dois rangers do safári no Kruger National Park.
 
Durante o Morning Walk, com os rangers/guias que acompanham e com zebras atrás.

Games próprios

Contudo, ainda acho que alugar um carro e criar a sua própria aventura é muito mais legal que fazer visitas guiadas. É só comprar um mapa do parque em qualquer portão de entrada e se divertir! As estradas são bem sinalizadas e é difícil de se perder.

Por fim, fizemos 3 game drives, 1 morning walk e passamos 2 dias dirigindo por conta própria. Conseguimos ver os tão desejados big five, tivemos encontros inesquecíveis com leoas, elefantes (um que tentou virar nosso carro, inclusive), babuínos e muito mais!

Com toda a certeza, fazer um safári no Kruger National Park foi uma experiência única na vida e não vejo a hora de fazer outro!

Elefante caminha ao lado da estrada no National Kruger Park.
 
Elefante visto em Game próprio.
Zebras se alimentam ao lado da estrada no Kruger National Park.
 
Zebras avistadas em game por conta própria.
Girafa se alimenta ao lado da estrada no Kruger National Park.
 
Girafa vista em game próprio.

Fique ligado!

  • Tanto as trilhas quanto os safáris em carros do parque são muito concorridos, portanto, reserve com antecedência!
  • Dentro do parque, há muitos babuínos. Com o tempo, eles aprenderam a abrir portas e invadir casas à procura de comida. Assim, o parque sempre aconselha a deixar comidas no porta-malas do seu carro. O que for necessário pode ser colocado na geladeira, mas não se esqueça de trancá-la.
  • Não abra a porta e nem a janela do carro dentro do parque. Há vários casos de pessoas que desobedeceram essa regra e não estão mais aqui para contar suas aventuras. Em 2017, o episódio de uma editora de Game of Thrones ficou famoso. Ao avistar leoas, ela abriu a janela do carro para tirar fotos. A leoa pulou para dentro e ninguém conseguiu salvar a moça.
  • Respeite os horários de abertura e fechamento do camp onde você está abrigado (eles variam durante o ano). Se você chegar atrasado, pagará multa para ser escoltado até seu quarto.

Assim me despeço e nos vemos no próximo post onde irei contar tudo sobre a Garden Route. Até lá! 👋

Este post não é um publieditorial.

Atenciosamente,
Equipe do SG

Postado por Ana Paula
26 anos, engenheira civil, carioca e apaixonada por conhecer novos lugares, seja viajando ou na minha própria cidade! Estou sempre planejando minha próxima viagem e até o momento já visitei 35 países. Sabe o que isso significa? Que ainda tenho 158 destinos para explorar! Bora?

Esses posts têm tudo a ver!

Johanesburgo, uma viagem inesquecível


21 de junho de 2019
às 19:09

Em fevereiro de 2019, fui para a África do Sul com a minha família e visitamos cidades famosas como Johanesburgo e Cape Town, procuramos os big 5 – os 5 animais mais perigosos para caçar: leão, leopardo, rinoceronte, búfalo e elefante – no Kruger National Park e passamos uma semana viajando pela linda e concorrida Garden Route.

África do Sul

A África do Sul é o país mais ao sul do continente africano, entre os oceanos Atlântico e Índico. Também conhecida por sua diversidade cultural e intensa beleza natural, tem se tornado um destino super procurado.

Assim depois de uma visita é fácil entender o porquê de tanta procura, já que com safáris, praias belíssimas, inúmeras atividades radicais, vinícolas, incrível diversidade de fauna e flora, boa gastronomia e tudo a preços acessíveis, é impossível não gostar do país.

Se este destino ainda não está nos seus planos de viagem, ele definitivamente precisa entrar! Por outro lado, se você já está embarcando, aqui você achará algumas dicas de ouro que deixarão a sua viagem ainda melhor! 😉

Vacinação

Em primeiro lugar, embora os brasileiros não precisem de visto para entrar no país, é necessário ter a carteira internacional de vacinação contra a febre amarela, já que pedem isso no check-in.

Para obtê-la, você pode se vacinar gratuitamente pelo SUS ou em postos privados credenciados. Em seguida, lembre-se de guardar o comprovante para pedir o Certificado Internacional no site da Anvisa.

Estação do ano

Em segundo lugar, escolha muito bem a época do ano em que você irá viajar.

O verão é perfeito para quem ama praia e esportes radicais que dependem de boas condições climáticas.

Enquanto o inverno é ideal para quem quer fazer um safári e ver muita vida selvagem. Como a estação é mais seca, os animais se aglomeram nas margens dos rios e é mais fácil avistá-los.

Por sua vez, as estações de primavera e outono não são muito procuradas. Sendo assim, apresentam os valores mais em conta de passagens e hospedagem.

Embora não seja uma das épocas mais econômicas, viajamos em pleno verão e não nos arrependemos. Isso porque tivemos apenas um dia de chuva e os demais de temperatura agradável (na faixa dos 20, 25°C) e céu azul.

Roteiro

Por fim entramos na parte mais divertida do planejamento de qualquer viagem: o roteiro! Eu até já sinto o gostinho da viagem quando procuro e defino o meu roteiro, então adooooro pesquisar bastante para fazer o melhor possível!

No nosso caso, dividimos a viagem em 4 fases: Johanesburgo, Kruger National Park, Garden Route e Capetown.

Como os lugares são muito diferentes e ricos em experiências, resolvi fazer 4 posts contando sobre cada um. Dessa forma, vocês poderão mergulhar na viagem comigo e com certeza ficarão com vontade de visitar a África do Sul! 😙✨

Johanesburgo

Johanesburgo foi a nossa primeira parada e é a maior cidade sul-africana. Urbana, intensa e muito movimentada, Jo’burg ou Jozi, apelidos carinhosos que recebeu pelos seus muitos fãs, é uma cidade profundamente impactada pelo Apartheid. Por isso, conhecer Johanesburgo é mergulhar na sua história e conhecer a fundo as crueldades praticadas pelo regime que estava em vigor até 25 anos atrás.

Mão segura ingresso do Apartheid Museum em frente às duas portas do museu, uma para brancos e outra para negros.
 
A entrada do Museu do Apartheid simula a época em que as pessoas eram segregadas pela sua cor de pele.

Soweto

Um programa absolutamente imperdível para quem quer sentir a realidade da segregação é conhecer o Soweto (Southern Western Townships), bairro criado especificamente para segregar a população negra naquela época.

Visualizar esta foto no Instagram.

Hoje tive uma mega aula de história: conheci o Soweto, distrito criado pelo Apartheid com o intuito de segregar os negros. Passamos pela casa do Nelson Mandela, pelo Constitution Hill – antiga prisão onde negros que desobedeciam as regras eram encarcerados e tratados de maneira sub-humana – e pelo Museu do Apartheid. Mas o que mais marcou foi um assentamento provisório onde mais de 5 mil pessoas moram em grupos de 5, 6 pessoas em cubículos de 5m2 sem eletricidade nem água. Mesmo em tamanha dificuldade, as crianças nos receberam de forma tão doce! Me levaram todas felizes para conhecer a creche delas 😍😍 O mais triste de tudo é perceber que o Apartheid pode ter caído, mas as diferenças existentes entre as etnias continuam muito aparentes em toda a cidade. 😢Uma experiência que livro nenhum te fará aprender de forma tão marcante. #SouthAfrica

Uma publicação compartilhada por Ana Paula Perrone Kasznar (@anakasznar) em

Casa de Nelson Mandela

Também vale a pena conhecer a casa de Nelson Mandela e a de Desmond Tutu, na única rua no mundo onde viveram dois ganhadores do Prêmio Nobel da Paz.

Ana Paula Kasznar, sua mãe e seu irmão posam para foto na frente da casa de Nelson Mandela em Johanesburgo.
 
Com minha mãe e meu irmão na casa de Nelson Mandela.

História do Apartheid

Da mesma forma, aconselho andar pelas ruas, visitar o Apartheid Museum, aprender sobre a tortura que era praticada na antiga prisão de Constitution Hill e, sobretudo, conversar com os locais. As crueldades praticadas pelo Apartheid ainda são muito recentes na mente de muita gente. Então, ao conversar com as pessoas, você consegue sentir a barbaridade que foi.

Ana Paula Kasznar e sua mãe posam para foto em rua do Soweto em Johanesburgo.
 
Andando pelo Soweto com minha mãe.

Mandela Square

Além de seu forte viés histórico e cultural, a cidade também tem vários centros comerciais e gastronômicos: Sandton City, Montecasino e Mandela Square são alguns deles.

Com certeza, não vá embora sem tirar uma foto com a estátua de 6m de altura de Madiba – como Nelson era chamado por seu clã – e experimentar um dos agradáveis restaurantes que circundam a praça Mandela Square!

Ana Paula Kasznar posa para foto ao lado da estátuda de 6m de Nelson Mandela.
 
Mandela Square e a estátua de 6m de Madiba.

Cradle of Humankind

Por fim, se você tiver tempo, vale a pena fazer um day trip para o Cradle of Humankind, sítio arqueológico e também patrimônio histórico da humanidade pela UNESCO, que fica a aproximadamente 2 horas de Johanesburgo.

Próxima parada…

Apesar de ser muito rica em cultura, Johanesburgo não é uma cidade turística por natureza. Isso em razão de muitos turistas desembarcarem nela somente porque seu aeroporto (O.R. Tambo) é o maior do país e assim conhecendo a cidade rapidamente. Foi o nosso caso, pois ficamos apenas 1 dia e meio antes de partir para o Kruger National Park.

Então, vejo vocês no próximo post onde falarei sobre a minha experiência no Kruger National Park. Não se esqueçam de me seguir no instagram para conferir tudo sobre as minhas viagens pelo mundo!

Sem dúvida, preparem os corações porque ainda teremos muita aventura! 🐘💕

Este post não é um publieditorial.

Atenciosamente,
Equipe do SG

Postado por Ana Paula
26 anos, engenheira civil, carioca e apaixonada por conhecer novos lugares, seja viajando ou na minha própria cidade! Estou sempre planejando minha próxima viagem e até o momento já visitei 35 países. Sabe o que isso significa? Que ainda tenho 158 destinos para explorar! Bora?

Esses posts têm tudo a ver!