Johanesburgo, uma viagem inesquecível


21 de junho de 2019
às 19:09

Em fevereiro de 2019, fui para a África do Sul com a minha família e visitamos cidades famosas como Johanesburgo e Cape Town, procuramos os big 5 – os 5 animais mais perigosos para caçar: leão, leopardo, rinoceronte, búfalo e elefante – no Kruger National Park e passamos uma semana viajando pela linda e concorrida Garden Route.

África do Sul

A África do Sul é o país mais ao sul do continente africano, entre os oceanos Atlântico e Índico. Também conhecida por sua diversidade cultural e intensa beleza natural, tem se tornado um destino super procurado.

Assim depois de uma visita é fácil entender o porquê de tanta procura, já que com safáris, praias belíssimas, inúmeras atividades radicais, vinícolas, incrível diversidade de fauna e flora, boa gastronomia e tudo a preços acessíveis, é impossível não gostar do país.

Se este destino ainda não está nos seus planos de viagem, ele definitivamente precisa entrar! Por outro lado, se você já está embarcando, aqui você achará algumas dicas de ouro que deixarão a sua viagem ainda melhor! 😉

Vacinação

Em primeiro lugar, embora os brasileiros não precisem de visto para entrar no país, é necessário ter a carteira internacional de vacinação contra a febre amarela, já que pedem isso no check-in.

Para obtê-la, você pode se vacinar gratuitamente pelo SUS ou em postos privados credenciados. Em seguida, lembre-se de guardar o comprovante para pedir o Certificado Internacional no site da Anvisa.

Estação do ano

Em segundo lugar, escolha muito bem a época do ano em que você irá viajar.

O verão é perfeito para quem ama praia e esportes radicais que dependem de boas condições climáticas.

Enquanto o inverno é ideal para quem quer fazer um safári e ver muita vida selvagem. Como a estação é mais seca, os animais se aglomeram nas margens dos rios e é mais fácil avistá-los.

Por sua vez, as estações de primavera e outono não são muito procuradas. Sendo assim, apresentam os valores mais em conta de passagens e hospedagem.

Embora não seja uma das épocas mais econômicas, viajamos em pleno verão e não nos arrependemos. Isso porque tivemos apenas um dia de chuva e os demais de temperatura agradável (na faixa dos 20, 25°C) e céu azul.

Roteiro

Por fim entramos na parte mais divertida do planejamento de qualquer viagem: o roteiro! Eu até já sinto o gostinho da viagem quando procuro e defino o meu roteiro, então adooooro pesquisar bastante para fazer o melhor possível!

No nosso caso, dividimos a viagem em 4 fases: Johanesburgo, Kruger National Park, Garden Route e Capetown.

Como os lugares são muito diferentes e ricos em experiências, resolvi fazer 4 posts contando sobre cada um. Dessa forma, vocês poderão mergulhar na viagem comigo e com certeza ficarão com vontade de visitar a África do Sul! 😙✨

Johanesburgo

Johanesburgo foi a nossa primeira parada e é a maior cidade sul-africana. Urbana, intensa e muito movimentada, Jo’burg ou Jozi, apelidos carinhosos que recebeu pelos seus muitos fãs, é uma cidade profundamente impactada pelo Apartheid. Por isso, conhecer Johanesburgo é mergulhar na sua história e conhecer a fundo as crueldades praticadas pelo regime que estava em vigor até 25 anos atrás.

Mão segura ingresso do Apartheid Museum em frente às duas portas do museu, uma para brancos e outra para negros.
A entrada do Museu do Apartheid simula a época em que as pessoas eram segregadas pela sua cor de pele.

Soweto

Um programa absolutamente imperdível para quem quer sentir a realidade da segregação é conhecer o Soweto (Southern Western Townships), bairro criado especificamente para segregar a população negra naquela época.

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Hoje tive uma mega aula de história: conheci o Soweto, distrito criado pelo Apartheid com o intuito de segregar os negros. Passamos pela casa do Nelson Mandela, pelo Constitution Hill – antiga prisão onde negros que desobedeciam as regras eram encarcerados e tratados de maneira sub-humana – e pelo Museu do Apartheid. Mas o que mais marcou foi um assentamento provisório onde mais de 5 mil pessoas moram em grupos de 5, 6 pessoas em cubículos de 5m2 sem eletricidade nem água. Mesmo em tamanha dificuldade, as crianças nos receberam de forma tão doce! Me levaram todas felizes para conhecer a creche delas 😍😍 O mais triste de tudo é perceber que o Apartheid pode ter caído, mas as diferenças existentes entre as etnias continuam muito aparentes em toda a cidade. 😢Uma experiência que livro nenhum te fará aprender de forma tão marcante. #SouthAfrica

Uma publicação compartilhada por Ana Paula Perrone Kasznar (@anakasznar) em

Casa de Nelson Mandela

Também vale a pena conhecer a casa de Nelson Mandela e a de Desmond Tutu, na única rua no mundo onde viveram dois ganhadores do Prêmio Nobel da Paz.

Ana Paula Kasznar, sua mãe e seu irmão posam para foto na frente da casa de Nelson Mandela em Johanesburgo.
Com minha mãe e meu irmão na casa de Nelson Mandela.

História do Apartheid

Da mesma forma, aconselho andar pelas ruas, visitar o Apartheid Museum, aprender sobre a tortura que era praticada na antiga prisão de Constitution Hill e, sobretudo, conversar com os locais. As crueldades praticadas pelo Apartheid ainda são muito recentes na mente de muita gente. Então, ao conversar com as pessoas, você consegue sentir a barbaridade que foi.

Ana Paula Kasznar e sua mãe posam para foto em rua do Soweto em Johanesburgo.
Andando pelo Soweto com minha mãe.

Mandela Square

Além de seu forte viés histórico e cultural, a cidade também tem vários centros comerciais e gastronômicos: Sandton City, Montecasino e Mandela Square são alguns deles.

Com certeza, não vá embora sem tirar uma foto com a estátua de 6m de altura de Madiba – como Nelson era chamado por seu clã – e experimentar um dos agradáveis restaurantes que circundam a praça Mandela Square!

Ana Paula Kasznar posa para foto ao lado da estátuda de 6m de Nelson Mandela.
Mandela Square e a estátua de 6m de Madiba.

Cradle of Humankind

Por fim, se você tiver tempo, vale a pena fazer um day trip para o Cradle of Humankind, sítio arqueológico e também patrimônio histórico da humanidade pela UNESCO, que fica a aproximadamente 2 horas de Johanesburgo.

Próxima parada…

Apesar de ser muito rica em cultura, Johanesburgo não é uma cidade turística por natureza. Isso em razão de muitos turistas desembarcarem nela somente porque seu aeroporto (O.R. Tambo) é o maior do país e assim conhecendo a cidade rapidamente. Foi o nosso caso, pois ficamos apenas 1 dia e meio antes de partir para o Kruger National Park.

Então, vejo vocês no próximo post onde falarei sobre a minha experiência no Kruger National Park. Não se esqueçam de me seguir no instagram para conferir tudo sobre as minhas viagens pelo mundo!

Sem dúvida, preparem os corações porque ainda teremos muita aventura! 🐘💕

Postado por Ana Paula
26 anos, engenheira civil, carioca e apaixonada por conhecer novos lugares, seja viajando ou na minha própria cidade! Estou sempre planejando minha próxima viagem e até o momento já visitei 35 países. Sabe o que isso significa? Que ainda tenho 158 destinos para explorar! Bora?

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